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O auto perdão

  • 8 de fev. de 2017
  • 3 min de leitura

Auto perdão está na capacidade de auto aceitação. Aceitar a forma de expressar o ser humano que somos, não é certa nem errada e sim, única. Auto perdão é assumir quem você realmente é, nem melhor e nem pior do que ninguém. Não tem julgamento, não tem o colocar a culpa dos nossos erros nos outros e sim, admitir e melhorar. Usamos máscaras, que consideramos aceitáveis porque queremos ser amados e jogamos no fundo de nós mesmos nosso verdadeiro eu. Essa sensação de falta de amor não é porque não se tem o amor das pessoas, mas sim porque não se tem o auto amor, queremos ser perfeitos e não nos perdoamos por não sê-lo. Por isso auto perdão tem a ver com auto aceitação. Auto perdão é viver bem consigo mesmo.

Perdão ao próximo, perdoar aquele que pisou no nosso pé é fácil, mas perdoar aquele que causou grande dor, grandes tribulações dessas que deixaram sequelas irreversíveis? Essa é muito mais difícil. Perdoar é o ato de esquecer o mau que foi feito. Fazei ao próximo aquilo que desejas que façam por você, disse Jesus. Perdoar é não cultivar a ideia perturbadora, pois somos muito sensíveis e tolerantes quando nos fazem o bem, mas completamente intolerantes quando nos fazem o mal e nos tiram do sério. A raiva nos domina, pois damos maior importância a ela. Ter raiva é fisiológico, a emoção nos obriga a derramar enzimas na corrente sanguínea e nós reagimos. É a predominância de natureza animal sobre a natureza espiritual. Mas conservar a raiva é da minha vontade, conservar a mágoa, é carregar o lixo dentro da gente e uma atitude masoquista. Ser inteligente é se libertar de tudo aquilo que nos perturba. A medida que vamos trabalhando essa magoa ela vai perdendo a importância. Então não revide o mal com o mal e sim com amor e tolerância. Não calunie ninguém. A mim eu me exijo ser cada dia melhor. Se o outro não gosta de mim, o problema é dele, mas se eu não gosto dele, o problema é meu. Então tenho o dever de me modificar e não de querer modificar o próximo.

A cura através do perdão. Não visão espírita, o homem é um ser imortal, alguém que pré-existe a vida física, que sobrevive ao fenômeno biológico da morte e ao longo do processo evolutivo através da reencarnação, vai crescendo, desenvolvendo-se em direção a Deus. A saúde do corpo físico é um reflexo do nível de equilíbrio desse espírito no processo evolutivo perante o amor, o belo e o bem. Já a doença é uma sinalização interior de reequilíbrio convidando o ser a reconectar com o amor e com a fonte. É uma mensagem gerada no mais profundo da realidade espiritual do ser e se reflete no corpo físico como um convite a reconexão com o amor, ao desenvolvimento do auto amor e do amor ao próximo. Nessa visão, a saúde e o adoecimento são construções do próprio homem e ninguém é vítima de nada, se não de si mesmos, das suas próprias decisões, das suas próprias escolhas, daquilo que decide e determina em sua vida. Portanto, toda a cura é também um fenômeno e auto cura, para que ela se instale em definitivo, é necessário que haja não simplesmente em alívio dos sintomas e uma resolução do processo biológico no corpo físico, mas também uma reformulação moral do pensamento, do sentimento e da ação, fazendo com que o ser esteja transformado em profundidade com a lei divina ou seja, em sintonia com a lei do amor. Por isso a importância de não sentirmos mais raivas, ódios, mágoas e nenhum desses sentimentos negativos, pois estamos apenas nos maltratando e adoecendo nosso corpo físico.


 
 
 

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